
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Conclusão.

quinta-feira, 29 de maio de 2008
Estamos a chegar ao fim...

sábado, 24 de maio de 2008
Produto Final.
A "Reportagem Final" do Agir-Reagir.
O stand Agir-Reagir.
No passado dia 21 de Maio de 2008 tiveram lugar as apresentações públicas de AP, tendo sido os grupos das diferentes turmas divididos por stands no ginásio da escola.
O nosso grupo, Agir-Reagir, montou um stand com o objectivo de dar a ideia de prisão: obscuro, frio, assustador. Lá dentro, passava a nossa ''Reportagem Final".
As apresentações correram bem e estamos bastante satisfeitos com os resultados que obtivemos.
Cláudia.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Estabelecimento Prisional de Tires.

Primeiro, visitámos a creche do Estabelecimento, que se destina à ocupação dos filhos das reclusas até aos 3 anos e que, durante o dia, ficam nessa creche, e durante a noite e aos fins-de-semana ficam com as mães na ‘Casa Das Mães’.
De seguida, visitámos o Pavilhão 1 (Pavilhão das Preventivas, mulheres que aguardam julgamento), e reunimos com as mães do Pavilhão 1 e RAVI (Regime Aberto Virado para o Interior) interessadas em pôr os filhos nos campos de férias. Estas mulheres mostraram-se bastante receptivas e acessíveis (algo que surpreendeu o grupo), não só em relação ao projecto dos campos de férias, como também em relação a nós, pessoas vindas de fora.
Para terminar, visitámos a Casa das Mães, que pretende albergar as reclusas em Regime Aberto Virado para o Interior (RAVI) – onde podem ficar com os filhos durante a noite e aos fins-de-semana, têem quartos com janela e com camas para os filhos, e é-lhes concedida a confiança de ficarem com a chave do próprio quarto – e em Regime Aberto Virado para o Exterior (RAVE, o qual não visitámos) e os seus filhos, criando assim uma aproximação saudável mãe/filho(a), e criando um ambiente propício ao crescimento destas crianças, as “primeiras vítimas de um crime que não cometeram”.
O nosso grupo conseguiu aperceber-se, ainda mais, do quão importante é a Reinserção Social destas mulheres, e das oportunidades que estas têem neste Estabelecimento Prisional Feminino, um dos melhores de Portugal.
A sociedade não somos apenas nós, é também o que está lá dentro. E nós, como parte interessada da sociedade, deveríamos contribuir para dar mais oportunidades a estas pessoas, que erraram, como nós tantas vezes erraremos, em vez de as pormos de lado. E é isso a Reinserção Social.
Os nossos agradecimentos à Drª. Teresa Roque de Pinho (da associação FIAR), à Drª. Sílvia de Sousa Pinto (jurista e colaboradora da FIAR), à Drª. Ana Veríssimo (adjunta da Directora do E.P.), às funcionárias da creche, e às próprias reclusas, que nos orientaram nesta visita.
Cláudia.
domingo, 18 de maio de 2008
Igreja renova presença nas prisões.

De modo geral, a Pastoral Social “está organizada”, mas “iremos pedir aos bispos que coloquem o capítulo da pastoral prisional nos programas pastorais”. Ela deve ser “mais desenvolvida nas paróquias e também noutras comunidades” – realçou.
A pastoral prisional não é apenas o que “se faz na prisão, mas engloba também a prevenção do crime e o acolhimento pós pena” – frisou o Pe. João Gonçalves. E acrescenta: “é fundamental tratar da inserção das pessoas e seus familiares” .
Neste encontro apelou-se também aos juristas católicos para que se organizem numa rede de voluntários que dê apoio a reclusos nas prisões, aconselhando-os na sua reinserção na sociedade. Sem colocar em causa o trabalho dos advogados oficiosos, o coordenador da Pastoral Prisional defende a criação de uma rede de apoio jurídico para os reclusos, esclarecendo as suas dúvidas e procurando encaminhá-los na sua integração social.
A Pastoral Prisional privilegia, para além da área religiosa e social, também a área jurídica. “Queremos – seguindo a sugestão de João Paulo II, na Carta sobre as Prisões, em 2000 – que os reclusos tenham mais ajuda” – disse. Por outro lado – sublinha o Pe. João Gonçalves – estes especialistas do Direito “podem ajudar na reformulação da legislação que torne o sistema penitenciário mais humano”. “É fundamental que a prisão deixe de ser apenas um tempo de penas e castigo mas que procure também ajudar na reconstituição da pessoa”.
Actualmente existem cerca de 50 estabelecimentos prisionais em Portugal. “Todos têm capelães prisionais” – afirmou. Os estabelecimentos centrais e especiais têm capelães que fazem parte do quadro, com a “sua respectiva remuneração”. Os regionais “não tem capelão nomeado, mas a legislação diz - tal como a Conferência Episcopal Portuguesa - que quem exerce essa função de capelão é o próprio pároco da área”. Para além do apoio do capelão, os reclusos recebem “apoio dos grupos de voluntários” .
Como a Concordata ainda não foi regulamentada, o que “nos rege é um decreto lei, anterior à Concordata”. “No entanto nota-se o retardar da nomeação de alguns capelães prisionais que estão previstos no quadro de pessoal”. E completa: “Os capelães e voluntários são altamente apreciados pela Direcção Geral dos Serviços Prisionais” .
A vizinha Espanha têm um caminho longo na pastoral prisional. Para ajudar os participantes neste encontro, a organização convidou o Pe. José Sesma Leon, do departamento de Pastoral Penitenciária de Espanha, para falar sobre a realidade espanhola nesta área. “Experiências para estimular o nosso apetite” – afirmou.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
DGRS - Direcção Geral de Reinserção Social.

Foi criada pelo Dec-Lei nº 126/2007, de 27 de Abril e está sob a tutela do Secretário de Estado Adjunto e da Justiça.
Poderá conhecer qual a missão, principais atribuições, áreas de intervenção, diversas actividades, organização dos serviços e contactos da Direcção-Geral de Reinserção Social, neste site.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
FIAR - Parte II.

A senhora, gentilmente, indicou-nos como poderíamos lidar com estas pessoas e o que seria necessário obtermos dessas crianças para que estas pudessem entrar nos campos de férias de Verão, nomeadamente no campo Gambozinos.
Assim, ficou combinada uma reunião entre o grupo e algumas reclusas, bem como os seus respectivos filhos, a fim de apresentar o projecto à mesma, surgindo aqui o nosso grupo como elemento de ligação entre as crianças e o projecto.
Estas crianças são as “primeiras vítimas a pagar por um crime que não cometeram”; é necessário reestruturar a sua relação com a sociedade. Então, porque não ajudar?
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Pensamento.

domingo, 11 de maio de 2008
Origem e evolução das prisões.

quinta-feira, 8 de maio de 2008
Liberdade.

Pesquisa + reflexão feita pelo Prof. Joaquim, de Filosofia
Pesquisa
Em filosofia, "liberdade" designa, de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do Ser Humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. Livre a um ponto tal que pode ser considerado algo negativo, um elemento perturbador ao bem-estar psicológico do Homem. O Homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo.
A liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se de sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões. ‘O Homem está condenado a ser livre’.
Para Kant, ser livre é ser autônomo, isto é, dar a si mesmo as regras a serem seguidas racionalmente. Todos entendem, mas nenhum homem sabe explicar.
"Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda."
(Cecília Meireles, em Romanceira da Inconfidência )
Descartes viu a liberdade como espontaneidade. Uma causa espontânea é uma causa não motivada por algo exterior e sim uma própria decisão sua, apesar de depender de algo como, dinheiro ou bens materiais, sua decisão o torna livre.
Reflexão do Prof. Joaquim a propósito da Privação de Liberdade nas Prisões.
A ideia de que o indivíduo perde a sua liberdade quando está preso, é errada, pois, se entendermos a Liberdade como Livre-arbítrio, as pessoas são livres, mesmo estando presas, pois continuam a ter liberdade de acção, liberdade de escolha. A força da decisão do Homem é mais forte que a força da decisão do Tribunal. Assim, mesmo estando sujeito a grandes condicionalismos físicos, espaciais, até psicológicos, o Homem continua a ter liberdade de escolha e acção, pelo que o facto de estar condicionado, e por mais condicionado que esteja, não significa que não seja livre.
Agir pressupõe liberdade, mesmo que essa acção esteja fisicamente condicionada.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Sleepers - Sentimento de Revolta.
Sleepers - Sentimento de Revolta - relata-nos a vida de quatro jovens (John, Michael, Shakes e Thomas) Nova Iorquinos, cuja imaginação e amizade não têm limites. Habituados às mais divertidas rebeldias, tudo lhes tinha sempre corrido bem, até que numa fatídica tarde de Verão a tragédia acontece, quando planeiam, inofensivamente e como era hábito entre os jovens, roubar um cachorro quente e fugir com o carrinho, acabando por ferir gravemente um transeunte, o que mudaria para sempre as suas vidas. Eles têm agora que enfrentar o dia a dia num "exemplar" centro de reabilitação juvenil - Reformatório de Wilkinson – onde foram condenados a cumprir pena e onde são humilhados de todas as formas possiveís, tendo inclusive sofrido abusos sexuais dos guardas. Quando voltam a encontrar-se, uns anos mais tarde, já em liberdade, cada um deles tem vidas muito diferentes. Michael tornou-se advogado, Shakes repórter, e os outros dois (Tommy e John) assassinos profissionais que, ao encontrar um dos guardas que abusara sexualmente deles, Nokes, o assassinam. O sentimento de vingança é algo que ainda os une, e, depois de sucessivas sessões no Tribunal não só para ilibar Tommy e John como também para incriminar o Reformatório Wilkinson e os respectivos guardas responsáveís pelos abusos sexuais, este drama acaba com o sucesso dos quatro jovens, dos quais Tommy e John acabam por morrer mais tarde.
Cláudia
O nosso grupo achou pertinente assistir a este filme e incluir algumas passagens do mesmo na Reportagem Final, por abordar assuntos relativos ao tema sobre o qual se debruça o nosso projecto, pelo que achámos positivo, após assistir ao mesmo, partilhar um pouco sobre o filme no nosso blogue.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Sentidos Para o Agir
terça-feira, 8 de abril de 2008
FIAR.
Quando chegaram foram recebidos pela Dr.ª Teresa Roque de Pinho, que coordena diversos projectos promovidos e divulgados pela instituição em questão.
Após uma longa conversa, os principais tópicos abordados foram relativos aos filhos dos reclusos. Deste modo, e como forma de ajudar estas crianças, o grupo disponibilizou-se para acompanhá-las num processo de inserção em campos de férias juvenis.
Gentilmente, a Dr.ª Teresa Roque de Pinho cedeu, ao grupo, a possibilidade de visita ao estabelecimento prisional feminino de Tires, que irá ser realizada dentro em breve.
Assim, esta visita à instituição FIAR contribuiu em larga escala para o desenvolvimento do nosso projecto, bem como para a montagem da reportagem final, já que nos foi permitida a gravação em vídeo da mesma.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Ponto de Situação e Perspectivas para o 3º Período
No último período (2º), o nosso grupo dedicou-se quase exclusivamente às visitas a diversas instituições com interesse para o nosso projecto, e gravação em vídeo das mesmas, nomeadamente os Salesianos de Manique, a FIAR, e o Centro Educativo de Bela Vista. Estas visitas correram bem e contribuiram em larga escala ao progresso do nosso projecto.
Quanto a este último período que agora se inicia, importa dizer que pretendemos continuar com a campanha de recolha de roupas a favor do Instituto Conde Agrolongo, embora com a devida relevância, sendo algo apenas complementar ao projecto central, pelo que é nosso objectivo focarmo-nos mais na realização do produto final (reportagem final), precedendo a todas as tarefas necessárias à mesma, tendo em conta a proximidade do final do ano e exiguidade temporal deste último período.
Assim, neste último período, o nosso grupo vai realizar a última visita a uma instituição – o Estabelecimento Prisional de Tires - , e se possível gravá-la, de modo a podermos incluir a gravação na nossa reportagem final. O nosso grupo já pediu, inclusive, à TVI uma cópia de uma reportagem que passou em Dezembro de 2007 cujo tema está relacionado com o nosso projecto – Reinserção Social -, pois, devido a problemas técnicos, não nos foi possível gravar a mesma. Gastaremos algumas aulas com filmagens do grupo e ainda de uma entrevista que faremos a um professor de Filosofia sobre o conceito 'Liberdade', de modo a enriquecer a Reportagem Final. Após tudo isto, pretendemos passar efectivamente à realização do produto final – a Grande Reportagem Final - , cuja apresentação pública vai ter lugar dia 21 de Maio, 4ª Feira.
Assim, esperamos ‘acabar em grande’ este projecto, com sucesso, tendo simultaneamente ajudado e feito a diferença na vida de alguém.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
O Centro Educativo da Bela Vista
Este centro educativo (de regime interno) dispõe de um regulamento interno, onde consta, por exemplo, o tipo de regime aplicado aos jovens (aberto e semi-aberto), tal como a metedologia aplicada aos mesmos. Assim, com objectivo de orientar o jovem deliquente e ajudá-lo a construir um projecto de vida, este centro toma medidas, não só a nivel de controlo e restrição (os jovens são constantemente acompanhados e vigiados por um monitor), como também a nível pessoal e afectivo, através de um acompanhamento psicológico individual regular (psicoterapia); já a nivel de grupo, a relação entre os jovens pode revelar-se complicada, porém, estes jovens são incentivados a conviver uns com os outros de forma a realizar-se uma aprendizagem de vida em sociedade, pelo que partilham actividades lúdicas, que vão desde desporto, variados atelieres (actividades lúdico-pedagógicas), formação profissional, cumprindo, ainda, um programa de educação para a mundança – um programa de tomada de consciência e de reflexão para a mudança de atitude. Os jovens passam por diversas fases de tratamento (fase 1, fase 2 e fase 3, onde, progressivamente, o jovem vai ganhando alguma liberdade, embora sempre acompanhado), e a sua saída do centro depende muito da sua progressão, podendo este inclusivé estar dispensado do programa de reeducação antes dos 21 anos (idade limite de permamência no centro).
A metodologia aplicada nestes jovens tem dado resultados mais ou menos satisfatórios, sendo que alguns deles "recuperam", apesar da custosa privação de liberdade a que foram sujeitos, conseguindo reestruturar a sua vida, e construí-la de uma forma saudável; porém, ainda há muitos jovens que, infelizmente, não conseguem cumprir o seu percurso com sucesso, e, uma vez em liberdade, voltam à delinquência.
No dia 26 de Fevereiro, terça-feira, eu, a Cláudia, a Inês Martins e o Francisco fomos até ao Centro Educativo da Bela Vista.
Quando lá chegámos, o centro parecia uma prisão, com uns grandes portões e um guarda a vigiá-los. Entrámos, aguardámos na entrada e pouco depois, a Dr.ª Fernanda Vieira veio ter connosco. Apresentámo-nos e dirigimo-nos para uma pequena sala.
Já na sala, a Dr.ª pediu para falarmos um pouco do nosso trabalho de Área de Projecto, nomeadamente no que consistia, e o que nos tinha motivado a fazer um trabalho sobre reinserção social. Depois, foi a vez da Dr.ª se apresentar. Disse-nos que trabalha há 15 anos na área da reinserção social em prisões, tendo 10 anos de experiência na prisão de Tires e 5 anos na prisão do Linhó.
Antes de ser um centro educativo, aquela instituição funcionava como um colégio que acolhia jovens que sofriam de desprotecção social, isto é, não tinham uma família que os sustentasse e outros que tinham mas eram maltratados e ainda jovens que tinham cometido crimes, o que se traduzia numa grande “confusão”, visto que jovens com problemas distintos estavam juntos naquela instituição, que chegou a albergar cerca de 70 pessoas. Mas uma nova lei, a Lei Tutelar Educativa, saída em 2001, viria alterar esta situação. Assim sendo, os jovens criminosos iam para centros educativos em regime de internamento, deixando por isso de ter qualquer contacto com o exterior, tal como numa prisão, enquanto que os que sofriam de desprotecção social iam para colégios. Este colégio tornou-se então num centro educativo, acolhendo jovens do sexo masculino que tenham cometido crimes até aos 16 anos, visto que a partir desta idade, vão para a prisão.
Entre os 12 e os 16 anos, aquele que cometer um crime fica sujeito a uma medida tutelar educativa, estabelecida pelo tribunal e inspirada na lei penal, que se traduz num acompanhamento educativo, uma medida mais leve, tendo o jovem de frequentar obrigatoriamente as aulas ou cursos em que está inscrito, em programas de internamento que podem ir de um fim-de-semana até 4 semanas, onde os jovens fazem fichas de reflexão sobre os motivos que os levaram a cometer determinado crime e ainda um programa de actividades, nomeadamente, de limpeza dos quartos, casas de banho, etc.
A Dr.ª esclareceu-nos sobre os regimes aplicados aos jovens dependendo da gravidade do crime. São eles o regime aberto, onde os jovens podem sair do centro sozinhos, sempre com os horários controlados, podem sair ao fim-de-semana para estar com a família e têm férias até 15 dias seguidos. No regime semi-aberto, os jovens só podem sair acompanhados por um monitor, não saem ao fim-de-semana e também têm 15 dias de férias. No regime fechado, os jovens deitam-se mais cedo do que os restantes, não têm qualquer tipo de regalias e estão enclausurados. As únicas saídas são para o tribunal, o hospital e para o funeral de um familiar mais próximo.
Os quartos são individuais e têm portas blindadas que são trancadas à noite. Se eles precisarem de ir à casa de banho ou se sentirem mal tocam uma campainha que está ligada ao quarto dos monitores, que lhes vão abrir a porta. Se dois jovens se sentirem mal ao mesmo tempo, vai um de cada vez à casa de banho.
No seu dia-a-dia, estes jovens são confrontados com uma grande variedade de actividades que incluem aulas para o 2º e 3º ciclos, cursos de educação e formação técnico-profissional, fazem desporto nas aulas de educação física, têm uma piscina onde podem nadar, fazem actividades lúdico-pedagógicas como circo, capoeira, atelier de desenho e de jornalismo e frequentam unidades de formação profissional de curta duração como carpintaria e informática.
O acompanhamento psicológico destes jovens é feito pela Dr.ª Fernanda nas chamadas psicoterapias, que têm como base a psicanálise, em sessões de 40 minutos, onde os jovens têm a oportunidade de reflectir sobre a sua vida de forma espontânea, nunca obrigados.
Os jovens que tenham cometido crimes até aos 16 anos podem cumprir pena até aos 21 anos nesta instituição, visto que por vezes as penas se arrastam. A maior parte dos que estão neste centro cometeram crimes como furtos e roubos de vários tipos, nomeadamente de automóveis e faziam parte de grupos de associação criminosa, os gangs.
Cada centro educativo tem um regulamento próprio e diferente de centro para centro, o chamado regulamento interno, feito de acordo com a lei. Por exemplo, neste centro, é proíbido fumar. Se os jovens forem apanhados a fumar podem sofrer sanções disciplinares e ir a tribunal. Por medida de prevenção, também não é permitido o uso de piercings, que por vezes funcionam como moeda de troca para certos favores.
Quando os que estão em regime aberto ou semi-aberto vêm de fora, são revistados, de forma a evitar a entrada de drogas e armas no centro. As roupas dos jovens são postas nos respectivos cacifos, aos quais eles não têm acesso. Não são permitidas roupas de marcas, por isso os jovens usam roupas cedidas pelo centro.
A relação entre os jovens desta instituição, segundo a Dr.ª Fernanda é bastante complexa, por vezes complicada, e por vezes acaba em agressões. Na sua opinião, é muito importante haver uma relação de afectividade com os jovens, que serve também como elo de ligação entre eles e os seus superiores.
Os jovens só se movimentam em grupo, não lhes sendo permitido andar sozinhos.
Segundo a Dr.ª, os objectivos propostos pela instituição como a reinserção social completa, a nível familiar e profissional, têm sido conseguidos na maior parte dos casos, com sucesso. Muitos destes jovens, depois de saírem do centro, voltam para o visitar.
Depois da entrevista, a Dr.ª Fernanda mostrou-nos as instalações e disse-nos que aquele lugar era, antigamente, um mosteiro que acolhia crianças e jovens necessitados. Vimos ainda as portas trancadas, os grandes portões com arame farpado que rodeiam o centro e as janelas com grades nos quartos dos jovens, tudo vigiado por um outro guarda, daí as semelhanças com uma prisão.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Campanha de Recolha de Roupas - Parte II

O novo cartaz referente à campanha de recolha de roupas a favor do Instituto Conde Agrolongo, já está finalizado e divulgado.
A Pastoral está "a abarrotar" de sacos cheios de roupa, as raparigas do Instituto têm-nas adorado, o feedback tem sido muito positivo! Participem!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
A vida nas prisões
Habituámo-nos a considerar a lei de Talião um costume menos civilizado. Não serei eu a dizer o contrário. Muitos, no Ocidente, não sei quantos, estimam a pena de morte como desumana. Partilho inteiramente esse ponto de vista. Em grande parte do mundo, os castigos físicos e corporais, considerados cruéis, estão lentamente a ser banidos, mesmo se em muitas escolas e famílias ainda podem ser frequentes, sob formas nem sempre benignas. Já a prisão, quando justa (porque a injusta é sempre condenável) é tida como reacção social razoável. A menos má. A mais humana. É estranho que a privação de liberdade seja considerada mais humana, por exemplo, do que o castigo físico. Percebo a diferença, mas o assunto não é pacífico. Sobretudo se o castigo não incluir a mutilação. Estou convencido de que o sofrimento moral e espiritual pode, em certas condições, ser superior à dor física. Não me admira que um preso aceitasse trocar de penas, se lhe fosse facultada a escolha da liberdade. A pena de prisão é geralmente aceite como retribuição, desde que justa. Mas é verdade que os modernos, os contemporâneos, se têm interrogado sobre as funções e os objectivos deste castigo. Primeiro, porque as prisões podem ser viveiros de crueldade praticada pelo sistema, de que tanto fazem parte os que têm poder e administram, como os guardas e os presos. Segundo, porque as prisões podem transformar-se numa espécie de condenação à morte, pela doença e pela droga, situação de que temos em Portugal, infelizmente, experiência conhecida. Terceiro, porque as prisões podem ser, e são-no com muita frequência, instituições que mantêm ou ampliam a propensão para o crime.
Ora, as concepções modernas de justiça e decência não querem que a pena seja simplesmente castigo e retribuição. Esperam que seja também meio de reabilitação. Por isso as chamadas políticas ou práticas de reinserção social estão no proscénio das preocupações actuais. E parece justo. Se a pena confirma o criminoso, se a pena estimula o crime, sobra o castigo como único objectivo e os resultados úteis, para a sociedade, são bem menores, se alguns. Evidentemente, ficar-nos-ão sempre as dúvidas: a prisão muda as pessoas? A prisão reabilita? A prisão ajuda à reinserção? A prisão é alguma coisa além do castigo? Tenho vontade, temos vontade de responder afirmativamente a todas estas perguntas. Mas, sinceramente, sabemos que a dúvida tem razão de ser.
Apesar disso, mau grado saber que as sociedades necessitam de dissuasão e de defesa, de protecção dos malvados e dos fantasmas próprios, a verdade é que honra a nossa humanidade o esforço que devemos fazer para que o castigo e a privação da liberdade tenham alguns efeitos salutares, não apenas o de castigar e o de exorcizar os nossos demónios. Tanto mais quanto a prisão cria um estigma muito particular. É a própria sociedade que, por medo ou preconceito, vê o ex-preso com uma marca indelével de que dificilmente se verá livre. O ex-preso que abandona o crime, que tudo faz para se reabilitar e recomeçar a vida, tem, como principal obstáculo, não a sua memória, não os seus escrúpulos, não os seus sentimentos daqueles a que eventualmente fez mal, mas o que os outros vêm nele, o fardo de ex-preso. Nesse sentido, as prisões continuam a exercer os seus efeitos muito para lá das suas paredes.
Sobre as prisões portuguesas, sobre a sua situação actual, seus problemas e suas necessidades, nada me compete dizer que não se saiba e que não esteja escrito, em vários estudos publicados, mas também, em felizes sínteses, nos textos que acompanham estas fotografias. Todos estão conscientes das dificuldades e das situações a que é necessário pôr cobro.
Pelo excesso de prisão preventiva, pela expansão da droga, pela taxa de suicídio e pelo alastramento da doença, as prisões e a justiça necessitam de atenção, reforma e esforço. Não apenas por eles, os presos. Mas por todos nós, cidadãos. O que se passa dentro das prisões não é um parêntesis da vida social. O que ali existe… somos nós também.
A humanidade nas prisões é a decência da sociedade no seu todo.
Pesquisa retirada de: http://www.revelamos.com/subcanais_n1.asp?id_subcanal_n1=115&id_canal=69
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
IRS - Instituto de Reinserção Social
IRS Parte I
IRS Parte II
No âmbito do tema sobre o qual o nosso projecto se debruça - Reinserção Social - resolvi colocar no nosso blog um documentário (dividido em duas partes) sobre o Instituto de Reinserção Social.
Cláudia
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Visita aos Salesianos de Manique e entrevista ao Padre Luciano
O nosso ‘interesse’ nesta visita era obter um maior contacto com a realidade da Reinserção Social, através de uma entrevista a alguém que já tivesse, anteriormente, trabalhado neste campo; neste caso, o Padre Luciano, colocado neste momento nos Salesianos de Manique, disponibilizou-se gentilmente para partilhar connosco um pouco da sua experiência nesse campo, cuja acção incidiu sobretudo sobre crianças e jovens retirados às famílias pelo Tribunal, quer por maus-tratos, quer por delinquência e inícios de criminalidade.
Na entrevista, incidimos especialmente sobre as instituições e casas onde já tinha estado, o que tinha feito mais especificamente, qual era o feedback dado pelos jovens dessas mesmas instituições, quais os casos/experiências que mais o marcaram, entre outros. Mostrámos, igualmente, interesse sem saber o que poderíamos fazer no âmbito da Reinserção Social para ajudar estes jovens, ao que o Padre Luciano apresentou várias hipóteses, sobre as quais nos iremos debruçar futuramente.
A entrevista foi inteiramente gravada (com a devida autorização do Padre Luciano), com o fim de constituir um elemento importante na montagem da nossa reportagem final.
Foi uma óptima experiência, que nos ajudou a contactar mais de perto, e cada vez melhor, com a realidade sobre a qual construímos este projecto.
Assim, agradecemos ao Padre Luciano e esperamos continuar com o mesmo sucesso com que chegámos até aqui!
sábado, 12 de janeiro de 2008
Ponto de Situação do Projecto
Em relação à escolha da Instituição com a qual pretendemos colaborar num projecto de REINSERÇÃO SOCIAL, as circunstâncias não se têm demonstrado tão favoráveis como gostaríamos. O contacto com a Instituição FIAR não nos tem sido possível pelo que começámos a considerar outras hipóteses.
Sendo assim, após uma nova pesquisa, encontrámos outro tipo de Instituições consideráveis com as quais começámos a estabelecer contacto: os centros educativos (anteriormente também chamados ‘casas de correcção’).
No que toca aos novos contactos, estamos, neste momento, a elaborar um fax para enviar ao primeiro CENTRO EDUCATIVO a contactar: o Centro Educativo da Bela Vista.
No âmbito da REPORTAGEM FINAL, tomámos conhecimento da existência de uma instituição indispensável: o DGRS – Departamento Geral de Reinserção Social -, com o qual pretendemos estabelecer contacto e pedir colaboração (incluíndo uma possível entrevista sobre a realidade da Reinserção Social que se vive nos nossos dias em Portugal e as suas principais carências)
Outra instituição cujo contacto retirámos foi a Dianova, onde departamento de Reinserção Social se ocupa essencialmente de toxicodependentes. Embora não tenham sido os toxicodependentes o primórdio objectivo do nosso projecto, este contacto pode vir-nos a ser muito útil e estamos sempre abertos a conhecer novas realidades relacionadas com a Reinserção Social!

Relativamente à Comunidade Vida e Paz – uma das instituições sobre a qual nos informámos – temos também em consideração o facto de a virmos mais tarde a contactar. Para além do seu departamento de Reinserção Social que seria interessante conhecer, sabemos também que esta é uma instituição que tem vindo a colaborar com os Salesianos em vários aspectos e campanhas, o que é sempre um ponto a favor!

Por último – o Filipe – encarregue apresentar ao grupo reportagens, excertos, longas ou curtas-metragens, entre outros; que possam servir de modelo para a nossa reportagem, gravou em vídeo um documentário que aborda o grande tema do nosso trabalho! Assim como o documentário, iremos igualmente visualizar um filme – ‘Sleepers’ – que aborda a realidade de quatro adolescentes condenados a cumprir pena num Centro de Reabilitação Juvenil, onde são humilhados e maltratados, experiência que lhes deixa marcas para toda a sua vida. Considerámos muito pertinente dar-lhe a devida atenção para talvez mais tarde incluir excertos do mesmo na nossa reportagem!

Considerámos, então que, neste momento, o projecto está ‘a andar’ com bastante produtividade e esperamos continuar com o mesmo entusiasmo, criatividade e iniciativa com que chegámos até aqui!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
JÁ TEMOS CARTAZ PARA A CAMPANHA DA ROUPA!

(cartaz feito por Inês Cunha)
(clicar na imagem para melhor visualização)
O cartaz para a Campanha de angariação de roupa do Instituo Conde Agrolongo já está feito e será exposto por toda a escola para que seja uma iniciativa de enorme sucesso!
NÃO SE ESQUEÇAM DE PARTICIPAR, e contribuir para que haja mais sorrisos este Natal!
Ps. A campanha continua depois do Natal, até tempo indefinido.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Conversa com a Dra. Tânia, Psicóloga Clínica
Foi bastante interessante ouvi-la, principalmente aquando da partilha da sua experiência no campo da Reinserção Social que incidiu essencialmente sobre toxicodependentes em regime prisional. Sempre com um clima informal, pudemos contactar e sentir-nos mais próximos da realidade sobre a qual estamos a elaborar um projecto e perceber o quão intimamente relacionadas estão a Psicologia e o Serviço Social, neste caso, a Reinserção Social.
A Dra. Tânia deu-nos, ainda, alguns contactos, e esclareceu-nos sobre instituições, nomeadamente os CATs – Centros de Atendimento aos Toxicodependentes, a Direcção-Geral de Reinserção Social do Ministério da Justiça, o Programa Vida/Emprego (programa específico para os toxicodependentes em recuperação), o IEPF – Instituto de Emprego e Formação Profissional – e o RVCC – Reconhecimento, Validação, e Certificação de Competências.
Sendo que um dos fundamentos da Reinserção Social é a integração harmoniosa das PARTES num TODO, dando a cada incluso as ferramentas e competências necessárias à sua reintegração na sociedade, é cada vez mais necessário melhorar as lacunas das estruturas da Reinserção Social, dado que esta é profundamente necessária à integração de indivíduos numa sociedade que, infelizmente, ainda peca pela discriminação, não-aceitação e falta de apoio a quem realmente merece uma nova oportunidade.
Agradecemos à Dra. Tânia por se ter disponibilizado para partilhar connosco um pouco da sua experiência!
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Incentivo e sensibilização para o desafio proposto pelo Instituto Conde Agrolongo
O grupo foi, em conjunto, aos bons dias, propôr aos alunos do colégio que participassem nesta iniciativa, doando algumas das suas roupas (em especial as raparigas, mas também os rapazes, para os que têm irmãs) à instituição.
Além de propôrmos esta iniciativa e a participação nela, ainda os incentivámos a dar continuidade a esta boa causa, sensibilizando-os para a realidade em que vivem as raparigas do instituto.
Aproveitamos, assim, para reforçar aqui esta ideia, e apelar mais uma vez à vossa sensibilidade e sentido de solidariedade, em especial nesta época Natalícia, época em que as raparigas mais sentem necessidade de se sentirem importantes, neste caso a nível material (roupas, algo de que sentem muita falta), pois elas não têm o que muitas de nós temos, no Natal, não têm família, não têm presentes.
Participem! Elas agradecem e nós também.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Mas o que é afinal a REINSERÇÃO?
Para promover esta Reinserção, e fazer com que a sua acção seja realmente produtiva, é preciso tomar diversas medidas como forma de utilização de um método predefinido. Entre as quais identificar e caracterizar a diversidade de situações, sistematizar a intervenção, disponibilizar acções/ medidas adaptadas e uma avaliação contínua.
Mas por vezes esta acção não é assim tão simples, visto que nos deparamos com situações como o baixo nível de escolaridade, fracas qualificações profissionais, experiências profissionais precárias, ausência de famílias estruturadas e de redes de socialização e a ausência de rendimentos.
Em relação às áreas de actuação da Reinserção podemos referir o aspecto de alojamento, acompanhamento psicológico, orientação escolar e profissional e a integração profissional. (campos sobre os quais nos vamos debruçar com especial atenção)
É importante destacar que uma pessoa que se reabilitou passou por um complexo processo de alteração de comportamentos e atitudes, em termos pessoais, sócio-profissionais e de perspectivas de médio e longo prazo, fruto de um empenho terapêutico e emocional intenso, pelo não deve ser objecto de discriminação mas sim encarada como uma nova oportunidade para poder tornar-se uma cidadã de plenos direitos e deveres, assumindo ela própria a sua responsabilidade produtiva e construtiva e contribuição para o desenvolvimento do país.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Iniciativa Proposta (Instituto Conde Agrolongo)
Depois de uma conversa bastante esclarecedora com a Dra. Manuel Albuquerque, surgiu então uma (excelente) ideia, que o grupo vai fazer questão que não se fique pela teoria: a iniciativa que surgiu foi então a de ajudar a instituição facultando roupas de rapariga, que são muito necessárias, ainda para mais numa altura em que as raparigas tendem a “inundar” as responsáveis com pedidos de prendas que, curiosamente, se resumem essencialmente a roupa. (As raparigas têm idades compreendidas entre os 12 e os 21 anos).
Assim, e como estamos a aproximar-nos do Natal, época que não passa só por receber mas também por dar, pedimos a todos que participem nesta iniciativa, doando roupas que já não precisem, não usem ou não sirvam!
O nosso grupo disponibilizou-se para falar com as autoridades competentes no que toca a acções de solidariedade na escola, pelo que a campanha será realizada através da recolha das roupas femininas, que serão (com a ajuda de todos) colocadas no local da escola SALESIANOS DE LISBOA, OFICINAS DE S. JOSÉ, que as responsáveis considerarem pertinente. (actualizaremos informações o mais brevemente possível)
Esperamos que esta iniciativa possa seguir em frente e contamos com todo o vosso apoio no que for possível….! Lembrem-se, é por uma boa causa, as boas acções valem sempre a pena! E 'elas' agradecem!
Visita ao Institiuto Conde de Agrolongo (Associação Resgate)

Data da Visita: 12 de Novembro de 2007
Localização: Rua do Possolo, nº 16. Lisboa
sábado, 17 de novembro de 2007
Agiste. Reagirás!
F+G = Perdão
D+F = Experiência
D+C = Progresso
B+G = Solidariedade
F+B = Segunda Oportunidade
A+B = Voluntariado
E+G = Reinserção
D+A = Esperança
Não podemos olhar as palavras como meras letras juntas que lidas emitem sons.
O mesmo acontece com as pessoas. Pois cada palavra tem o seu sentido, tem o seu significado, é própria. E com elas as pessoas.
Sozinhas não fazem sentido, as primeiras. Então encadeamo-las em frases. Se as fundirmos, se dermos sentido aos seus significados, às suas relações, podem ainda dar sentido a outros significados, a outros sentidos, de valor maior.
Pois se as pessoas se juntassem, se unissem, se ''fundissem'' como as palavras, talvez pudessem também criar algo maior, com mais valor, uma SOCIEDADE em que ninguém fique de lado, em que ninguém seja posto de parte, em que nenhum está acima de outro. (reparemos a palavra ''erro'', sendo um aspecto negativo, associada a outra, pode dar sentido à palavra ''Perdão'', valor tão alto e espectacular!)
Mas quantas vezes não nos esquecemos? Quantas vezes apontamos o dedo a quem errou? Não seria mais sensato apontar sim, mas um caminho, de mudança, de arrependimento, de REINSERÇÃO?
Quantas vezes não errámos, quantas vezes não precisámos de ajuda...
Atentemos aos que, apesar de um Passado difícil e de atitudes talvez completamente erradas, merecem um Futuro melhor e como tal, uma especialíssima atenção no Presente!
Eles AGIRAM. Que fazer? Ficar parado? NÃO!
Só assim eles REAGIRÃO. E desta vez, reagir para a Vida. Recomeçando.
Que queremos?
Não pretendemos mudar o mundo e as mentalidades, mas sim aprender e fazer ver que erramos quando muitas vezes apontamos o dedo a pessoas que não agiram legitimamente mas que, ao contrário de nós, reconhecem o seu erro.
Agir. Mas REAGIR à vida. Ir à luta. Recomeçar. Sensibilizar.